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sexta-feira, 10 de junho de 2011

Desculpas no Dia dos Namorados

 

Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça. 1 João 1:9



O Dia dos Namorados chegou seis semanas após o nosso casamento. Eu tinha expectativas sobre aquele primeiro evento. Fui à loja e tive uma ideia sobre um cartão que eu mesma poderia fazer. Desse modo, achei que o dinheiro que meu esposo gastasse num cartão para mim não pesaria tanto no orçamento.


Meu esposo queria me dar um grande ramalhete e um presente caro, mas sabia que não tínhamos tanto dinheiro e pôs o desejo de lado. Depois do expediente, ele pediu que seu amigo o deixasse perto de casa; então, pulou a cerca que margeava a rodovia. Ansiosa, porém inocentemente, subiu correndo os degraus até nosso apartamento para ver-me o quanto antes. Quando lhe dei o cartão e percebi que ele não tinha trazido um para mim, subi as paredes.


Nos anos seguintes, quando chegava o Dia dos Namorados, meu esposo me dava presentes especiais. Mas, todos os anos, ele também mencionava sua omissão naquele primeiro acontecimento. E quando contava a história a outras pessoas, sempre dizia: “E ela nunca me perdoou.” Isso me intrigava, porque eu me esquecia da história até que ele a trouxesse à tona outra vez, no ano seguinte. Parecia que havíamos trocado os papéis – ele se lembrando, e eu me esquecendo.


Num ano, o Dia dos Namorados caiu no dia em que geralmente vou ao escritório do meu marido para a reunião da equipe. Os funcionários disseram que ele lhes contara acerca do nosso primeiro Dia dos Namorados, e que acrescentara: “Ela nunca me perdoou.” Mais uma vez, foi uma surpresa, pois eu me havia esquecido de novo. Então, contei aos funcionários a minha versão: eu passei aquele dia todo em casa, enquanto ele trabalhava, e quando ele chegou sem um cartão para mim, fui insensata ao reagir de modo imaturo e cruel.


De repente, olhei para meu marido sentado ao meu lado e disse: “Acho que você não me perdoou.” Agora tudo fazia sentido. Não era ele quem precisava ser perdoado – era eu.


Pedi perdão e lhe disse que a maneira de eu saber que ele me havia perdoado era se ele nunca mais mencionasse o episódio.


Neste ano ele não tocou no assunto, e gostei muito do ursinho de pelúcia que ele me trouxe com amor.


Lana Fletcher

terça-feira, 15 de março de 2011

Mulher de verdade


Mulher de Verdade


Enganosa é a graça, e vã, a formosura, mas a mulher que teme ao Senhor, essa será louvada. Provérbios 31:30

Como você sabe se é uma mulher “de verdade”? A partir da minha experiência, descobri que mulheres de verdade não se sentem entusiasmadas quando recebem flores artificiais em seu aniversário. Mulheres verdadeiras pensam em casamento, quer cheguem a casar-se, quer não. Mulheres de verdade se olham no espelho mais uma vez antes de sair do quarto, atrasando-se para chegar ao trabalho ou para se encontrar com amigas.

Algumas pessoas definiriam mulheres verdadeiras de maneira diferente. Diriam que as mulheres verdadeiras passam por muitas experiências, como estar grávida, ser mãe, ser uma pessoa bonita, forte ou rica. Algumas mulheres lutam para ser mulheres de verdade trabalhando muito para ganhar dinheiro, vestindo-se para ter boa aparência ou em busca do amor. Mas, quando nada parece surtir efeito, é muito difícil, para elas, encontrar um verdadeiro objetivo.

Como você define a mulher de verdade? Não sei. Mas sei que toda mulher é muito preciosa aos olhos de Deus.

Gosto de pensar que Deus expressa Sua beleza através das mulheres. Lembre-se de que Ele fez a mulher não do pó, não de madeira, nem de grama. A mulher foi feita de um osso precioso. Osso é algo importante. Se você já teve um osso fraturado, sabe disso. O osso do qual a mulher foi criada foi removido de sob o braço do homem, de perto do coração. Se a mulher não fosse importante para Deus, por que Ele a teria feito de um modo tão maravilhoso?

A mãe do rei Lemuel ensinou-lhe algumas verdades acerca de mulheres de verdade – você pode lê-las no último capítulo de Provérbios. Essa passagem descreve uma mulher envolvida em muitas coisas diferentes – nenhuma característica isolada a descreve. O texto foi escrito para ser lido por homens e mulheres.

Toda mulher pode ser uma mulher de verdade. Se ela tem um coração para amar a Deus, encontrará seu caminho. Deus não vê uma mulher de verdade pelo exterior, porque Ele conhece o íntimo do seu coração.

Ho Yi Chan

sábado, 4 de dezembro de 2010

Tubos de Louvor




Quem é esse Rei da Glória? O Senhor dos Exércitos, Ele é o Rei da Glória. Salmo 24:10


A música sempre fez parte da minha vida. Aprendi quando criança a tocar piano, e depois passei para o órgão eletrônico. Tornei-me musicista na igreja, tocando sempre que houvesse necessidade. Aprendi a tocar órgão de tubos, o que resultou num cargo de expediente integral que tenho ocupado há muitos anos, encarregando-me da música para os cultos semanais, casamentos, funerais, batismos e outros programas.


Tocar o “rei” dos instrumentos tem sido um desafio, mas também uma experiência jubilosa; os sons produzidos, porém, são tão bons quanto a pessoa que os cria – o(a) organista. Podem ser vibrantes e majestosos, ou suaves como um sussurro – tudo dependendo de se puxar os devidos registros.


O compressor proporciona um abastecimento contínuo de ar para os foles, que dão o som aos tubos. Às vezes, isso é afetado por uma mudança extrema de temperatura – os registros não respondem, o som falha ou as notas saem do tom. Há pouco tempo, numa noite quente, o fusível se queimou – um forte lembrete de quão inútil se torna esse grandioso instrumento sem a energia elétrica. Grandes como possam ser, todas as invenções humanas estão sujeitas ao fracasso. Felizmente, essas ocorrências não são comuns, e podem ser desculpadas quando se leva em consideração que este órgão foi construído em 1881. Com manutenção regular feita pelo técnico, ele continua a produzir música de louvor. O instrumento que toco é considerado um dos órgãos com mais belo som em Adelaide.


Todos os anos, a igreja apresenta um culto natalino à luz de velas, um evento especial com grande auditório. É emocionante ouvir o trompete e os tímpanos acompanhando o órgão, e as palavras são inadequadas para descrever a grandiosidade de um coral de 90 vozes que se coloca ao meu redor, no consolo do instrumento.


O hino de Charles Wesley, “Oh, como é bom louvar meu Deus!” me fez pensar em quão extraordinário será cantar com corais de anjos. No Céu, não haverá notas desarmoniosas ou fusíveis queimados – Deus não depende de eletricidade ou de técnicos. Tudo será harmonioso, com louvor e glória a Ele, que nos deu a voz.


Ao contrário do “rei” dos instrumentos, Deus nunca nos deixa na mão. Ele é poder e majestade; mas, ainda assim, como uma voz mansa e suave, reafirma-nos o Seu amor como Salvador e Rei dos reis, acima de todos.


Muito obrigada, Jesus, pelo dom da música. Que eu toque sempre de modo a trazer honra e glória ao Teu nome.


Lynn Welk-Sandy

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Meu Deus é Incrível

Antes de clamarem, Eu responderei; ainda não estarão falando, e Eu os ouvirei. Isaías 65:24, NVI.


Por causa de uma deficiência, meu esposo se aposentou aos 30 anos de idade. Decidimos morar perto do IAENE, onde ele poderia estudar teologia e nossos filhos em idade escolar se beneficiariam com o ambiente.

A deficiência do meu esposo se tornou mais grave, e suas dificuldades para se movimentar ficaram maiores. Assim, sentimos a necessidade de adquirir um veículo. Ele tinha limitações, de modo que eu seria a única a poder dirigir – e isso eu precisava aprender.

Enfrentei o desafio e compramos um carro. Eu lecionava em dois períodos e fazia o mestrado na cidade. Precisava assistir às aulas teóricas e práticas de direção antes de fazer o exame. Tudo precisava ser feito em seis meses, antes de nos mudarmos. Eu tinha muitas coisas para fazer e pouco tempo para praticar a direção, e estava muito nervosa quanto ao exame.

Por duas vezes fui reprovada no exame e desanimei. O terceiro já estava agendado e o tempo se esgotava. No local do exame de direção, eu me senti melhor ao ver amigos por lá. Quando fui encaminhada à sala para receber meu cartão de inscrição, a funcionária expressou surpresa ao me ver. Ela disse: “Por que você está aqui, se já foi aprovada?” Expliquei que devia haver algum equívoco, porque eu não havia passado no segundo exame e o novo já estava marcado. Ela ficou desconcertada e disse, em voz baixa: “Vá fazer o exame, mas você já passou. O pedido para a sua carteira de habilitação foi enviado para a capital e ela chegará no próximo malote. E não conte a ninguém sobre isso.”

Saí da sala de inscrição quase pulando de alegria e confiança, porque sabia que aquilo só podia ter sido obra de Deus, para que eu adquirisse tranquilidade. Mas não cumpri as ordens e contei logo o fato aos meus amigos. Meu amigo pastor estimulou minha confiança, declarando: “Se Deus já a fez passar no exame, não há homem que faça você fracassar hoje.”

Fiquei cheia de alegria e gratidão para com Deus. Ele é bom, e nos responde enquanto ainda estamos pedindo. Que Deus nos aumente a confiança e fé, para que sejamos testemunhas vivas das pequenas e grandes coisas que o Senhor tem feito por nós.

Marilene Araújo Rangel Cunha

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Um Brilho no meu Rosto

 
Quando passares pelas águas, Eu serei contigo; quando, pelos rios, eles não te submergirão; quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá em ti. Isaías 43:2.

Alguns anos atrás, foi marcada uma cirurgia à qual eu deveria me submeter num ambulatório. Honestamente, sentia-me aterrorizada – o futuro parecia incerto. Uma análise de laboratório indicava que existia a possibilidade de ser um câncer. A palavra câncer me dava medo. Várias vezes me perguntei: E se os resultados chegarem dizendo que tenho câncer ou outra doença debilitante? O que acontecerá comigo?

Eu devia estar no hospital às 6 horas da manhã. Depois de me acomodar na sala dos pacientes de ambulatório, peguei meu livro devocional e o abri na leitura do dia. Para meu espanto, o título dizia: “Senhor, Socorre-me!” No fundo do coração, era esse o meu clamor. O texto era: “Ele Me invocará, e Eu lhe responderei; na sua angústia Eu estarei com ele, livrá-lo-ei e o glorificarei” (Salmo 91:15). Quando li esse verso, senti como se a mão de Deus me houvesse tocado. Senti uma calma certeza de que tudo sairia bem. Suas palavras eram confortadoras e declaravam textualmente que Ele me livraria e me honraria. Imediatamente, experimentei uma sensação de paz que só Ele pode dar. Meus temores e ansiedades se dissiparam. Meu Deus ouvira meu clamor por socorro.

Justamente antes de eu ser levada para a sala de cirurgia, dois anciãos da igreja chegaram para orar comigo e com meu esposo. Foi bom saber que eles se importavam e haviam dedicado tempo para ir ao hospital a fim de me dar a certeza de seu amor, orações e apoio. Um deles observou: “Sabe que há um brilho em seu rosto?” Quando me olhei no espelho ali perto, notei que ele era visível. Meu amoroso Pai celestial o colocara em mim.

A cirurgia correu bem, e o médico me garantiu que não havia evidência de câncer. Bradei: “Muito obrigada, Jesus! A Deus seja a glória!”
Quando você enfrentar algo que lhe parece um desafio intransponível, incentivo-a a crer que Deus estará ao seu lado; Ele Se especializa no impossível. Promete que, quando clamarmos, Ele nos responderá; estará conosco nas tribulações e nos livrará e glorificará. É o Deus dos milagres, e nada é difícil demais para Ele. Oro para que Sua doce paz e a ternura do Seu amor encham seu coração hoje.

Shirley C. Iheanacho

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

A Doce Calma do Amor



Pois eu tenho a certeza de que nada pode nos separar do amor de Deus: nem a morte, nem a vida; nem os anjos, nem outras autoridades ou poderes celestiais; nem o presente, nem o futuro; nem o mundo lá de cima, nem o mundo lá de baixo. Em todo o Universo não há nada que possa nos separar do amor de Deus, que é nosso por meio de Cristo Jesus, o nosso Senhor. Romanos 8:38, 39, NTLH.

Mais uma vez, senti a velha punhalada de uma baixa autoestima. A minha paz de espírito andava perturbada; senti-me prostrada a noite toda. Na manhã seguinte, enquanto lia meu capítulo do Novo Testamento, os dois últimos versos eram o texto de hoje. Percebi como eram apropriados para meu estado de ânimo. Se eu realmente amasse a Jesus e sentisse Seu amor, então nada poderia tirar-me a paz. Eu precisava aplicar de novo Seu amor ao meu coração, não só à minha cabeça.

No momento em que eu digeria essa ideia, algumas palavras flutuaram em minha mente. A princípio, não consegui localizar sua origem: “a doce calma do amor”. Então, me lembrei do título do hino: “Paz” (Cantai ao Senhor, nº 268). Encontrando o hinário, copiei todas as estrofes, meditando nas palavras, em silêncio. Eu cantara esse hino a vida toda, mas aquelas últimas palavras do coro nunca haviam produzido uma reação. A doce calma do amor – o que era isso? O amor de Deus por mim seria tão forte, tão profundo, tão permanente? Não consigo compreender isso. E nada o separará de mim. Nada pode removê-lo. Comecei a sentir sua intensidade no coração. Deixei que essa doce calma do amor se derramasse sobre mim, me banhasse com seu calor e abundância. As lágrimas também foram abundantes, enquanto eu aplicava o amor do meu Papai celeste e de Jesus Cristo a mim mesma.

A segunda estrofe me falou profundamente: “Segurança sinto nas bênçãos da paz, e esta graça sempre hei de ter; os perigos, males, temores desfaz, e ilumina todo o viver.” E a última estrofe é muito relevante em minha situação atual: “Lá na glória, quando eu puder habitar sob as asas doces de um lar, para sempre vê-Lo o Autor desta paz! Só pensá-lo gozo me traz.”

Muito obrigada, Jesus, por Tua Palavra, que me faz pensar em Teu amor pessoal por mim. E graças Te dou pela doce calma do amor.

Becki Knobloch

domingo, 24 de outubro de 2010

Aula de Alongamento

Veio para o que era Seu, mas os Seus não O receberam. João 1:11, NVI.

Quando me tornei adulta, tomei consciência da necessidade de fazer exercício físico. Como não tenho suficiente disciplina para fazer esses exercícios por conta própria, passei a fazer parte de uma academia de ginástica. Certa manhã, durante a sessão de alongamento, ouvi o cântico “Jesus, alegria dos homens”. Essa composição me era bastante conhecida – sei, inclusive, tocá-la ao piano. Na verdade, foi uma das primeiras músicas que aprendi a tocar, e sempre a considerei muito bonita. Ao prestar atenção a ela, notei que os instrumentos se harmonizavam perfeitamente, e ouvi-la foi algo sublime. No fundo da minha mente, só uma frase ecoava e se repetia ao longo do cântico: “Jesus, alegria dos homens”.

Perguntei-me se Jesus era mesmo a minha alegria, meu ânimo, minha única esperança. Enquanto a música continuava a tocar, pensei em quão frequentemente tenho colocado Jesus de lado em minha vida, quão facilmente me esqueço de Lhe ser agradecida por todas as coisas boas que me dá. Quantas vezes me esqueço de partilhar minha vida com Ele. É fácil deixar Jesus e todas as coisas espirituais em segundo lugar. Imaginei Jesus fazendo da salvação do mundo uma prioridade e vindo ao mundo por causa do Seu amor pelas pessoas – para dar a você e a mim a alegria da salvação; e então Ele foi rejeitado por Seu povo. Lembrei-me de João 1:10, 11, que declara: “Aquele que é a Palavra estava no mundo, e o mundo foi feito por intermédio dEle, mas o mundo não O reconheceu. Veio para o que era Seu, mas os Seus não O receberam.” Jesus veio para ofercer a mais preciosa dádiva que existe no Universo – a vida eterna – que fora perdida pela humanidade. Mas as pessoas não O desejaram, não O reconheceram como seu Salvador.

Por que Cristo não é nossa maior alegria, a esperança que nos sustenta em meio ao sofrimento, o pensamento que nos mantém vivas e vibrantes? Um terno sentimento me encheu o coração enquanto percebia que ali, com meus companheiros fazendo exercícios, Deus me mandara uma mensagem simples, mas bela. O fato de que Deus Se preocupa em ensinar pequenas lições nos momentos comuns da vida me fez entender que Ele está mais preocupado comigo do que eu imaginava.

Depois disso, cada dia tenho procurado fazer de Jesus a razão da minha alegria. É Jesus a sua alegria também?

Iani Dias Lauer-Leite
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